A proposta de reduzir a jornada semanal de trabalho no Brasil, sem corte nos salários, pode trazer reflexos diretos no bolso da população. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria aponta que a medida pode gerar aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor.
A explicação está no custo da mão de obra. Com menos horas trabalhadas e a mesma remuneração, o valor pago por hora sobe. Para manter o ritmo de produção, empresas teriam de contratar mais funcionários ou reorganizar suas operações, o que encarece o processo produtivo.
Esse impacto tende a ser repassado ao consumidor final, especialmente em setores que dependem mais de mão de obra, como serviços. Itens do dia a dia, como alimentação fora de casa, cuidados pessoais e serviços domésticos, estão entre os que podem sofrer reajustes mais significativos.
Produtos industrializados e itens básicos também podem registrar aumento, embora em menor escala. A alta varia conforme o setor e o nível de dependência de trabalhadores.
O estudo considera dados de instituições como o IBGE e simula como empresas reagem ao aumento de custos. A tendência é que os efeitos apareçam gradualmente, conforme ajustes nas contratações e nos preços praticados no mercado.



