Uma operação conjunta da CPFL Piratininga com a Polícia Civil identificou, nesta terça-feira (19), um esquema de furto de energia elétrica em empresas de mineração de bitcoins localizadas em Jundiaí e Louveira.
A ação foi realizada em parceria com a 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Deic) de São Paulo. Segundo a concessionária, o volume de energia recuperada ainda está sendo calculado, mas a estimativa é de aproximadamente 2 GWh — quantidade suficiente para abastecer cerca de 2 mil residências durante um mês.
Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente 1,4 mil microcomputadores utilizados para mineração de criptomoedas. Os equipamentos funcionavam de forma contínua e irregular, alimentados por nove transformadores que totalizavam 8.470 kVA.
De acordo com a CPFL, o furto de energia pode provocar sobrecarga na rede elétrica, aumentar o risco de interrupções no fornecimento e colocar vidas em risco. A empresa também informou que investe em tecnologias de monitoramento e inteligência artificial para identificar fraudes e irregularidades.
Fraudar ou furtar energia é crime previsto no Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção, além da cobrança dos valores consumidos irregularmente e aplicação de multas.



