O aumento do número de eletroeletrônicos nas residências também elevou a demanda sobre as instalações elétricas. O uso simultâneo de aparelhos como air fryers, fornos elétricos, secadores e equipamentos de climatização pode sobrecarregar circuitos antigos ou dimensionados para um consumo menor.
No primeiro semestre de 2026, o Corpo de Bombeiros de São Paulo registrou 3.346 incêndios em edificações, sendo 2.090 em imóveis que não estão sujeitos ao Regulamento de Segurança Contra Incêndios, categoria que inclui residências unifamiliares. Falhas elétricas, sobrecarga e uso inadequado de equipamentos estão entre os fatores recorrentes.
Um dos principais cuidados é evitar adaptadores e extensões para ligar aparelhos de alta potência em tomadas inadequadas. Tomadas de 10A e 20A possuem capacidades diferentes e devem ser utilizadas conforme as características de cada equipamento.
Cheiro de plástico queimado, fumaça, tomadas aquecidas e desarmes frequentes do disjuntor são sinais de que a instalação precisa ser avaliada. A manutenção deve ser realizada por profissional habilitado, seguindo as normas de segurança, especialmente a NBR 5410.
Também é recomendada uma revisão geral da instalação elétrica a cada 10 a 15 anos, além da inspeção das conexões de tomadas e interruptores a cada cinco anos.



