O governo federal publicou um decreto que estabelece um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro para a gasolina como forma de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo. Apesar disso, a medida não garante que o preço nas bombas ficará automaticamente mais barato para o consumidor.
O benefício será pago a produtores e importadores de combustíveis, funcionando como uma compensação financeira na cadeia de abastecimento. Segundo especialistas e informações divulgadas pela Agência Brasil, o desconto pode ajudar a conter novos aumentos, mas o valor final ao motorista dependerá do repasse feito por distribuidoras e postos.
Inicialmente, o governo estudava uma subvenção de até R$ 0,89 por litro, mas optou por um valor menor para reduzir o impacto nas contas públicas. De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a medida busca equilibrar o alívio no preço dos combustíveis sem ampliar excessivamente os gastos do governo.
A estimativa é de que o subsídio custe cerca de R$ 1,2 bilhão por mês. Como a previsão inicial é de duração de dois meses, o impacto total pode chegar a R$ 2,4 bilhões.
Na prática, o governo tenta reduzir os custos ainda na origem da cadeia de combustíveis, mas ressalta que isso não significa, necessariamente, uma queda integral de R$ 0,44 no valor cobrado ao consumidor final.



