O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do IBGE divulgados com base no Censo 2022. O número representa aproximadamente 1,2% da população brasileira.
Para a psicóloga e docente da UniFAJ, Beatriz Zanarella Cruz, o debate vai além do diagnóstico e envolve a necessidade de adaptação da sociedade às diferentes formas de funcionamento neurológico.
“A sociedade precisa sair da lógica de ‘normalizar’ o indivíduo e passar a adaptar o ambiente, oferecendo espaços mais acessíveis, previsíveis e acolhedores”, explica.
Segundo a especialista, pessoas neurodivergentes enfrentam desafios diários relacionados à sobrecarga sensorial, dificuldades em interações sociais e ambientes pouco preparados para lidar com diferentes perfis.
Ela também destaca que o aumento dos diagnósticos está ligado à ampliação da informação e do acesso a profissionais capacitados, e não necessariamente a um aumento de casos.
“Com informação, suporte e menos julgamento, o que se constrói não é limitação, é possibilidade”, conclui Beatriz.



