Ex-funcionária de UPA em São Bernardo do Campo diz que Rogério Pedreiro apalpou seus seios e beijou seu pescoço. Conselho Regional de Medicina de SP não informou se abriu investigação para apurar conduta denunciada. Ele foi preso duas vezes por abusar sexualmente de pacientes.
Por Gustavo Honório, Larissa Calderari, g1 SP e TV Globo — São Paulo
Uma enfermeira de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, denunciou o médico Rogério Pedreiro, de 60 anos, por importunação sexual. Ela contou que estava em uma sala de ultrassom, sentada na cadeira, quando o acusado se aproximou por trás, passou a mão em seus seios por dentro da roupa e beijou seu pescoço.
Em depoimento à Polícia Civil no início de março, a vítima disse que pediu para que o médico se afastasse e falou que iria denunciá-lo, mas o homem teria balançado os ombros em tom de deboche.
O g1 tentou contato com Rogério Pedreiro, com a defesa dele e com pessoas ligadas a ele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Em 2019, Rogério foi condenado e preso por abusar sexualmente de oito pacientes. Ele também foi preso em 2012 acusado de abuso contra duas pacientes, mãe e filha.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que Rogério Pedreiro é investigado em dois casos de importunação sexual registrados nos dias 4 e 22 de março deste ano.
Procurado pelo g1, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) não informou se o médico foi ou é alvo de sindicância ou qualquer outro tipo de investigação interna.
Mesmo tendo sido condenado por abuso em 2019, o conselho mantém ativo o registro profissional do médico. A situação dele também está regular no Conselho Federal de Medicina (CFM).



