Tradicionais nas comemorações de Ano-Novo, os fogos de artifício continuam presentes nas celebrações em todo o país, mesmo com restrições legais em alguns estados. Em São Paulo e Goiás, por exemplo, a venda e o transporte de fogos com estampido sonoro são proibidos, mas os artefatos de efeito visual e baixo ruído seguem liberados e os acidentes continuam se repetindo a cada fim de ano.
Embora chamem a atenção pela beleza, os fogos representam riscos sérios quando manuseados sem cuidado. Entre os acidentes mais comuns estão as lesões oculares, que podem provocar danos permanentes à visão. Dados de atendimentos médicos apontam que crianças e jovens adultos concentram cerca de 36% dos casos registrados.
O perigo é ampliado pela alta temperatura liberada durante a queima dos artefatos. Apenas as faíscas podem ultrapassar os 1.000 °C, o que exige atenção redobrada. Especialistas alertam que crianças devem ser sempre supervisionadas por adultos e que brincadeiras, corridas ou disputas com fogos aumentam significativamente o risco de acidentes.
A orientação é utilizar os fogos apenas em áreas abertas, afastadas de residências, vegetação, materiais inflamáveis e fios elétricos. Também é fundamental seguir corretamente as instruções de armazenamento e nunca posicionar partes do corpo próximas ao artefato no momento do acendimento.
Em casos de queimaduras ou traumas oculares causados por fogos de artifício, a recomendação é buscar atendimento médico imediato, de preferência com um oftalmologista. Não se deve esfregar os olhos, aplicar pressão, tentar remover objetos presos, usar pomadas ou tomar medicamentos sem orientação profissional, já que a lesão pode envolver queimadura térmica, impacto e exposição química.
Fonte: SBT News



