Mesmo faltando alguns meses para o período de entrega da declaração, contribuintes já precisam se organizar para o Imposto de Renda de 2026, que começa com mudanças importantes nas regras. Uma das principais alterações é a isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, o que não elimina a obrigatoriedade da declaração em determinadas situações.
O calendário oficial ainda não foi divulgado pela Receita Federal. Tradicionalmente, as regras são publicadas entre o fim de fevereiro e o início de março, mas a expectativa é que o prazo para envio das declarações fique, mais uma vez, entre 15 de março e 31 de maio.
A declaração poderá ser feita de duas formas: manual ou automática. No modelo manual, o contribuinte precisa preencher todas as informações do zero. Já na modalidade automática, o sistema da Receita Federal importa dados de rendimentos e despesas previamente informados, exigindo acesso por meio de conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Para evitar erros e contratempos, a orientação é reunir com antecedência todos os comprovantes de rendimentos recebidos ao longo do ano, incluindo salários, prestação de serviços, investimentos e aluguéis. Também devem ser separadas as despesas que podem ser declaradas, como gastos médicos e educacionais.
Outro ponto importante é organizar informações sobre bens e patrimônios, como compra ou venda de imóveis e veículos, além de dívidas e financiamentos. Após o preenchimento, o próprio sistema indica se o contribuinte terá imposto a pagar ou valores a receber por meio da restituição.



