Estudo aponta que solidão pode agravar dor e dificultar recuperação

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aponta que o isolamento social pode prolongar a dor e dificultar a recuperação, especialmente entre fêmeas. Os resultados indicam que a solidão pode ser considerada um fator de risco em tratamentos e no pós-operatório.

A pesquisa analisou camundongos mantidos isolados e em grupo, simulando a transição da dor aguda para a crônica. Entre os animais isolados, apenas as fêmeas apresentaram dor persistente, sem recuperação mesmo após duas semanas, além de alterações emocionais e hormonais.

Já os machos demonstraram maior resiliência física, embora tenham apresentado aumento da ansiedade. O estudo também indicou que o convívio social pode atuar como fator de proteção, favorecendo a recuperação mais rápida.

Os pesquisadores destacam que os resultados ajudam a compreender por que mulheres têm maior propensão à dor crônica e reforçam a importância de considerar o suporte social e o sexo biológico em tratamentos de saúde.

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