Emprego forte e renda maior impulsionam expectativa de vendas para o Natal

O Natal deve impulsionar as vendas do varejo brasileiro, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção é de R$ 72,71 bilhões em faturamento para as lojas o maior volume desde 2015. Se confirmado, o número representa alta de 2,1% em relação a 2024 e o melhor desempenho desde 2014, quando o setor movimentou R$ 77,26 bilhões.

A CNC atribui o avanço ao mercado de trabalho mais aquecido. A taxa de desocupação segue em patamar historicamente baixo, de 5,6% no trimestre encerrado em setembro, enquanto a massa real de rendimentos cresceu 5,5% frente ao mesmo período do ano passado.

Por outro lado, o crédito mais caro deve limitar uma expansão ainda maior do consumo. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros para pessoas físicas chegou a 58,3% ao ano, o maior nível para o período desde 2017, o que contribui para aumentar a inadimplência.

O segmento que deve liderar a movimentação financeira é o de hiper e supermercados, responsável por R$ 31,51 bilhões (43,3% do total previsto). Em seguida aparecem as lojas de vestuário, calçados e acessórios, com estimativa de R$ 22,82 bilhões, e os estabelecimentos de artigos de uso pessoal e doméstico, que devem alcançar R$ 8,69 bilhões.

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