### STF Confirma Maioria para Manter Prisão de Robinho
O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou, nesta sexta-feira (22), maioria de votos para **manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho**, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo pela Justiça da Itália. A decisão está sendo tomada no sistema eletrônico do STF, com prazo para votação até a próxima terça-feira (26).
#### **Entenda o Caso**
– **Condenação na Itália**: O crime aconteceu em 2013, quando Robinho era jogador do Milan. Ele foi condenado por participar de um estupro coletivo.
– **Prisão no Brasil**: Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a pena fosse cumprida no Brasil, após acordo de cooperação jurídica internacional.
– **Julgamento no STF**: Dois pedidos de liberdade feitos pela defesa do ex-atleta estão sendo analisados. Os argumentos questionam a legalidade da prisão determinada pelo STJ.
#### **Votos dos Ministros**
– **A favor da prisão (7 votos)**: Luiz Fux (relator), Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, André Mendonça e Alexandre de Moraes.
– **Pela soltura (1 voto)**: Gilmar Mendes.
– **Votos pendentes**: Dias Toffoli, Nunes Marques e Rosa Weber.
#### **Posicionamento do Relator**
O ministro **Luiz Fux**, relator do caso, defendeu que o STJ agiu dentro da legalidade ao determinar o cumprimento imediato da pena. Ele destacou que **não houve violação de normas constitucionais ou internacionais**, reforçando que a prisão atende aos acordos de cooperação jurídica e às regras de competência jurisdicional.
#### **Situação Atual de Robinho**
O ex-jogador está preso há oito meses na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Sua defesa argumenta pela soltura, mas a maioria formada indica que ele permanecerá detido, salvo decisão contrária ao fim do julgamento.
### **Próximos Passos**
O resultado final será confirmado na próxima semana, após o término do prazo de votação. Há possibilidade de ministros pedirem mais tempo para análise (vista) ou solicitação de envio do caso ao plenário físico para debates presenciais.
Essa decisão reforça o compromisso do Brasil em cumprir acordos internacionais e combater crimes contra a dignidade humana.
Por G1



