O tratamento do câncer de mama pode afetar a fertilidade feminina. Alguns medicamentos usados na quimioterapia reduzem a reserva ovariana e podem antecipar a menopausa. Por isso, mulheres que desejam ter filhos devem conversar com a equipe médica sobre as opções de preservação antes de iniciar o tratamento.
Entre as alternativas estão o congelamento de óvulos, embriões e, em casos específicos, tecido ovariano. O processo de estimulação e coleta dos óvulos costuma levar cerca de duas semanas, mas depende das condições clínicas e do planejamento conjunto entre oncologista e especialista em reprodução humana.
A gravidez após o câncer também pode ser possível, mas depende do tipo de tumor, do tratamento e da evolução da doença.
O estudo internacional POSITIVE avaliou a interrupção temporária da terapia hormonal para permitir tentativas de gravidez. Entre 497 participantes, 76% tiveram ao menos uma gravidez documentada e 69% tiveram pelo menos um nascimento. Os resultados, porém, não garantem segurança para todas as pacientes.
Qualquer mudança no tratamento deve ser discutida com a equipe oncológica. A preservação da fertilidade não garante uma gestação, mas permite que a mulher conheça suas opções antes de tomar decisões.
Fonte: SBT News



