Cão-guia garante autonomia e muda rotina de bailarina com deficiência visual

Celebrado em 29 de maio, o Dia do Cão-Guia evidencia o papel essencial desses animais na vida de pessoas com deficiência visual. Mais do que companhia, eles garantem autonomia e segurança no dia a dia — como na trajetória da bailarina Giseli Camillo.

Giseli, de 47 anos, nasceu com catarata congênita, perdeu a visão aos 16 e enfrentou dificuldades escolares na infância. Anos depois, retomou os estudos, se formou em Educação Física e se especializou em dança e yoga. Hoje, é professora na Associação Fernanda Biachini, onde coordena o balé de cegos.

A autonomia que faltava chegou há nove meses, com Faísca, seu cão-guia, que passou a acompanhá-la nas atividades diárias, trazendo mais independência.

No Brasil, a formação desses cães é realizada por instituições como o Instituto Adimax, que já entregou mais de 100 animais. Ainda assim, o número é insuficiente diante da demanda: segundo o IBGE, mais de 7 milhões de brasileiros têm deficiência visual severa.

A data reforça a importância de ampliar o acesso a cães-guia e fortalecer políticas de inclusão.

Compartilhe este post