O crescimento dos casos de esporotricose no estado de São Paulo tem acendido um alerta para a saúde pública. A doença, causada por fungos do gênero Sporothrix, afeta principalmente gatos e pode ser transmitida a humanos por arranhões, mordidas, secreções ou contato com solo contaminado.
Dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) mostram que os registros em animais aumentaram de 2.417 para 3.309 entre 2022 e 2023. A expansão da zoonose, que ganhou força a partir de 2011, já alcança municípios da Região Metropolitana e do litoral.
Em humanos, os casos também vêm crescendo, especialmente em áreas urbanas. Desde 2025, a doença passou a ser de notificação obrigatória no país. Os sintomas incluem lesões na pele que podem evoluir para feridas, com risco de complicações em pessoas com imunidade baixa.
O controle envolve diagnóstico precoce, tratamento adequado, isolamento de animais infectados e orientação à população para evitar o abandono de gatos doentes.



