Com o aumento das temperaturas e do período chuvoso, cresce também a chamada temporada de escorpiões, que acende um alerta para a saúde pública em todo o país. Somente em 2025, o Brasil já registrou mais de 173 mil acidentes com escorpiões, com mais de 200 mortes confirmadas, segundo dados oficiais.
Em comparação, o ano de 2024 teve um número maior de ocorrências cerca de 201 mil casos, porém com menos óbitos, totalizando 126. Com isso, a taxa de letalidade aumentou de 0,06 para 0,12, indicando maior gravidade nos atendimentos recentes.
Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às picadas, principalmente devido à maior sensibilidade ao veneno, que atua diretamente no sistema nervoso. Especialistas reforçam que saber como agir imediatamente após a picada pode ser decisivo para evitar complicações.
Em caso de acidente, a orientação é lavar o local com água e sabão, evitar procedimentos caseiros e procurar atendimento médico o mais rápido possível. Compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor até a chegada ao serviço de saúde, onde será avaliada a necessidade de aplicação do soro antiescorpiônico.
Os acidentes podem variar de leves a graves. Nos quadros mais simples, a dor intensa permanece no local da picada. Em situações moderadas, podem surgir sintomas como suor excessivo, vômitos e aceleração dos batimentos cardíacos. Já nos casos graves, há risco de insuficiência cardíaca, edema pulmonar e até morte.



