Um supermercado de Jundiaí foi condenado a pagar R$ 6 mil por danos morais à família de uma criança após o comportamento inadequado de duas funcionárias da área kids. O caso ocorreu em 11 de dezembro de 2024, e a ação judicial foi apresentada no dia 7 de fevereiro deste ano.
As monitoras, que atuavam por meio de uma empresa terceirizada responsável pelo espaço infantil, também foram incluídas na condenação.
Segundo a sentença, a mãe deixou os dois filhos uma menina de quatro anos e o irmão mais velho no espaço de recreação, pagando R$ 60 pelo serviço. Ao retornar, o menino começou a chorar e pediu para nunca mais ficar no local. Ele relatou que as funcionárias discriminaram a irmã e teriam dito que ela estava “cheia de piolho”.
As imagens analisadas pela Justiça mostram que as funcionárias abordaram a menina mais de uma vez, questionando se ela estava com piolho e comentando com outras crianças. Em outro momento, perguntaram ao irmão sobre a higiene da menina, fazendo gestos de esfregar a cabeça e questionando se a mãe “tirou o piolho” ou enviou “elástico para prender o cabelo”. Uma das funcionárias ainda tentou convencer o menino a não contar o ocorrido para a mãe, dizendo que “poderia dar problema”.
Embora a família tenha denunciado o caso como racismo, o juiz entendeu que não foi possível comprovar preconceito racial. No entanto, a sentença afirma que a abordagem foi inadequada, constrangeu as crianças e caracterizou falha na prestação do serviço.
Em nota, a GSK, empresa responsável pela área kids, afirmou repudiar qualquer forma de discriminação, lamentou o caso e disse que vai aprimorar seus procedimentos. Já o Assaí, responsável pela unidade, informou que não tolera atitudes discriminatórias e cobrou providências da terceirizada, acompanhando toda a investigação.
Fonte: G1



