Por Isabela Leite, Lívia Machado, GloboNews e g1 SP
Inquérito policial foi aberto a pedido do Ministério Público, um dia após reportagem do g1. Residente do 5º ano de ortopedia do hospital é investigado por estupro de vulnerável. Crime foi denunciado por outros profissionais, que filmaram estupro durante a cirurgia. Santa Casa o afastou.
A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para apurar a denúncia de um abuso sexual cometido por um médico residente da Santa Casa contra uma paciente anestesiada durante uma cirurgia. Ele é investigado por estupro de vulnerável. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) também apura de forma sigilosa o caso, mesmo sem ter recebido denúncia formal sobre o assunto.
O inquérito policial foi instaurado na quinta-feira (9), um dia após publicação de reportagem do g1. A investigação foi aberta no 77º Distrito Policial (Santa Cecília), por meio de uma portaria, a pedido do Ministério Público (MP-SP), o que exclui a necessidade de registro de boletim de ocorrência – que não foi feito pelo hospital.
Até então, a Santa Casa lidava apenas com o caso internamente, por meio de uma sindicância, que afastou o médico.
Abuso com paciente sedada
Segundo o g1 apurou, o caso ocorreu no final de abril. Durante o procedimento, o médico foi flagrado tocando nas genitais da paciente, que estava sedada.
O profissional foi aluno da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e está no quinto ano de residência em ortopedia, com especialização em mão. O crime foi filmando por outros profissionais, e as imagens encaminhadas à direção da Santa Casa.



