Seja pela sombra – principal benefício da arborização urbana – ou pela beleza que entregam às vias, a as árvores em vias públicas de Jundiaí passam a contar com um Plano Municipal especifico, aprovado pela Câmara Municipal, que além de definir diretrizes técnicas, também conta com estudo e áreas georreferenciadas para a ampliação das espécies em vias da cidade. A iniciativa converge com o programa Pé de Árvore, que receberá mais 600 mudas nos próximos meses e busca atender a um pedido das crianças do Comitê das Crianças de Jundiaí pela maior arborização nas ruas e avenidas, com parceria da DAE Jundiaí.
De acordo com estudos da Embrapa Territorial, no Brasil, a arborização urbana ocupa menos de 1% de todo o território. Contudo, é ocupada por 85% da população. Em Jundiaí, 1/3 da área é ocupada pela Serra do Japi. Já as árvores em vias públicas somam mais de 65 mil unidades espalhadas. No entanto, existem bairros com maior presença verde e outros, com poucas unidades. É para preencher esta lacuna que o Plano Municipal atua.
“Jundiaí é a Cidade das Crianças, que tem qualidade de vida, não somente por contar com parque industrial e de serviços públicos completos e diversificados, como por preservar o meio ambiente. Ampliar a arborização urbana agregará ainda mais qualidade aos bairros, estimulará a população a caminhar, favorecerá a promoção da saúde e atenderá a um pedido das crianças, que herdarão a cidade”, detalha o prefeito Luiz Fernando Machado.
Os primeiros grandes plantios já com a legislação em vigor serão as 600 mudas do programa Pé de Árvore, que serão realizadas ainda neste semestre. As mudas serão escolhidas conforme o critério técnico e ambiental disponível no local do plantio, conforme explica o diretor do Departamento de Parques, Jardins e Praças, Rudislei Santos. “Existe uma listagem de espécies que estão aprovadas para o plantio na cidade. Cada uma tem a sua característica e a necessidade em termos de solo, insolação, crescimento espaço disponível em vias e calçadas. A partir dessas variáveis são selecionadas as espécies mais adequadas, com priorização para as nativas da mata atlântica e cerrado, já que Jundiaí conta com os dois biomas”, detalha.



